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Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência

Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência

 

Em 11 de fevereiro é comemorado o Dia Internacional das Mulheres e Meninas nas Ciências, a  criação desta data tem como  objetivo aumentar a conscientização sobre a questão da excelência das mulheres na ciência e lembrar a comunidade internacional de que a ciência e a igualdade de gênero devem avançar lado a lado, a fim de enfrentar os principais desafios mundiais.

 

Durante muito tempo, as áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática, conhecidas como Stem, na sigla em inglês, foram marcadas por preconceitos de gênero que excluem as mulheres e meninas. Esse acesso desigual à educação, tecnologias e posições de liderança acabou afastando inúmeras mentes femininas das carreiras de Stem e impediu o progresso delas (ONU, 2020). Por isso, no ano de 2015 a Assembleia Geral das Nações Unidas declarou o Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência. 

 

Em 2021, pesquisas realizadas pela UNESCO ainda apontavam disparidades entre homens e mulheres em áreas altamente qualificadas, como a inteligência artificial, onde apenas 22% dos profissionais são mulheres. Além disso, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), as mulheres são mais propensas a deixar o campo de tecnologia, muitas vezes devido às fracas perspectivas de carreira e as pesquisadoras tendem a ter carreiras mais curtas e mal pagas. Embora representem 33,3% de todos os pesquisadores, apenas 12% dos membros das academias de ciências nacionais são mulheres. Já na área da saúde, as mulheres representam 70% de todos os profissionais de saúde, e foram as mais afetadas pela pandemia da COVID-19 e mesmo assim seguem com salários menores (ONU, 2021). 

 

Com o intuito de apoiar essa causa, fizemos uma lista com nomes de mulheres e meninas importantes para o meio científico e acadêmico. 

 

  • Márcia Barbosa é física brasileira especialista em estruturas complexas da molécula de água.  Ela desenvolveu vários modelos de propriedades da água que  auxiliaraão na compreensão de variados tópicos: como ocorrem terremotos, como a energia mais limpa e a maneiras de se tratar as doenças. Em 2013, ela recebeu o Prêmio L'Oréal-Unesco para Mulheres na Ciência.
  • Tu Youyou é uma química-farmacêutica que investigou o tratamento da malária. Descobriu a artemisinina, que é um composto capaz de reduzir rapidamente o número de parasitas do plasmódio no sangue de pacientes com a doença.
  • Mônica Calazans é enfermeira e foi a primeira pessoa a ser vacinada no Brasil, antes de  receber a dose, ela fez um apelo e pediu respeito à sua profissão.Ela revelou ter sido alvo de ataques virtuais após ter sido a primeira pessoa a receber a vacina contra o coronavírus no Brasil.
  • Jaqueline Goes de Jesus cientista brasileira integrou a equipe que mapeou os primeiros genomas do novo coronavírus (SARS-CoV-2) no Brasil em apenas 48 horas após a confirmação do primeiro caso de Covid-19 no país. 
  • Milly Hardwick, jovem aspirante a detectora de metais, encontrou 65 objetos antigos, entre eles machados de bronze que podem ter mais de 3 mil anos de idade.
  • Luisa Noronha, de 11 anos, criou um projeto para ajudar pessoas idosas ou com deficiência que moram sozinhas e necessitam de auxílio no dia a dia. Esse circuito robótico protege idosos contra incêndios e acidentes.

#ciência #empoderamento #mulherescientistas 

Fonte: ONU. Mulheres inclui brasileira em lista de sete cientistas que moldaram o mundo. Disponível em <https://news.un.org/pt/story/2020/02/1703791> Acesso em: 10 de fevereiro de 2022.